Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Pelo investigado até agora pela Polícia Federal, Controladoria Geral da União e Receita Federal, na operação Lama Asfáltica, a descoberta de seguidos superfaturamentos aplicados em obras tocadas pelas empreiteiras investigadas, que se esfarelam depois de pronta, vira uma espécie de crime comum, como se isto fizesse parte do contrato entre a construtora e o poder público, ora governo estadual, federal ou prefeituras.
Imaginemos uma situação que, se não fosse dramática, como parece, poderia ser cômica: o sempre debochado André Puccinelli, numa cuidadosa tentativa de se esquivar dos ventos do furacão uragânico provenientes de Dourados e ameaçando devastar o Parque dos (três) Poderes em Campo Grande, escorregando com seu famoso uninho vermelho numa lama asfáltica, vendo-se obrigado a atravessar a faixa contínua amarela e dando de cara com a Polícia, no caso, Federal. Com seu português empolado, depois de tentear uma carteirada com a desculpa de que o governador não poderia chegar atrasado a Nova Alvorada, jogando toda a culpa por tantos transtornos e constrangimentos em seu eterno companheiro de jornada, Edson Giroto, por não ter providenciado uma caroninha amiga no “cheio de charme”, o jato do empreiteiro preferido, João Amorim, sempre disponível para essas situações.
Em meio as críticas de setores do PSDB à tentativa de aproximação do ex-presidente Lula e do Palácio do Planalto com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o tucano publicou neste sábado (25) uma nota dizendo que "qualquer conversa não pública com o governo pareceria conchavo na tentativa de salvar o que não deve ser salvo".
Para manter o poderoso esquema de desvios de verbas públicas usando artimanhas como corromper servidores, direcionar e fraudar licitações, João Alberto Krampe Amorim dos Santos, dono da Proteco, tinha um poder de articulação política de causar inveja a muitos caciques da política regional.
24/07/2015 - 16h01A Prefeitura de Campo Grande tem 30 dias para adotar medidas disciplinares contra servidores municipais envolvidos em irregularidades na implantação do sistema...
A organização criminosa supostamente chefiada pelo empreiteiro Joçao Amorim, dono da Proteco Construções, empreendimento que mais vence licitações públicas em Mato Grosso do Sul, quando convocava reuniões para eventuais acertos financeiros, segundo a Polícia Federal, recorria a expressões como "vem tomar um café comigo", "preciso te entregar um documento", "um pacote", "uma coisinha", "ingresso de circo".
Os documentos de investigação da operação da "Lama Asfáltica" da Polícia Federal, que trazem interceptações telefônicas feitas com autorização judicial, apontam indícios que estão sendo investigados pela PF sobre possível compra de vereadores para que votassem pela cassação do então prefeito Alcides Bernal (PP). Os orquestradores dessa ação, conforme documentos do inquérito da PF, seriam: João Amorim e um empresário do ramo de comunicação em Campo Grande.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou amigos em comum a procurar seu antecessor, o tucano Fernando Henrique Cardoso, e propor uma conversa entre os dois sobre a crise política. O objetivo imediato do movimento é conter as pressões pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Quando Marcelo Odebrecht, preso em Curitiba, encaminhou um bilhete a seus advogados orientando "destruir e-mail sondas", ligou-se logo a orientação a um email descoberto pela Polícia Federal em que um diretor da empreiteira falava em conseguir um “sobrepreço” num contrato de sondas petrolíferas.
22/07/2015 - 09h02Ex-presidente da Câmara que renunciou em 2005 acusado de receber propina do dono de um restaurante da Casa, Severino Cavalcanti, 84 anos,...
O mês de fevereiro de 2014, principalmente às vésperas do Carnaval, foi frenético para o proprietário da Proteco Construções Ltda, João Alberto Krampe Amorim dos Santos. O alvo era “abocanhar” o Aquário do Pantanal, obra milionária do governo do Estado executada pela Egelte Engenharia em Campo Grande. O desfecho foi comemorado no mês seguinte: “Acabou a novela”, diz Amorim, após mobilizar o primeiro escalão do governo.
De família humilde, nascido no então Distrito de Figueirão (hoje município com pouco mais de 3 mil habitantes), João Baird “em pouco tempo conquistou o poder e um patrimônio que não condiz com a sua capacidade econômico-financeira”, o que lhe conferiu o apelido de “Bill Gates Pantaneiro”, conforme avaliam os técnicos que levantaram a trajetória da sua empresa no âmbito da investigação da Operação Lama Asfáltica, que apura corrupção de servidores e fraudes em licitações na Prefeitura de Campo Grande e no Governo do Estado nas gestões anteriores.
21/07/2015 - 08h12Com a Operação Lama Asfáltica que investiga alguns processos licitatórios da administração do ex-governador André Puccineli (PMDB), o atual governador Reinaldo Azambuja...
20/07/2015 - 15h16
Os executivos da empreiteira Camargo Corrêa Dalton Avancini, Eduardo Leite e João Ricardo Auler foram condenados nesta segunda-feira (20) pela Justiça Federal...
20/07/2015 - 15h08A Polícia Federal indiciou o empresário Marcelo Bahia Odebrecht, presidente da maior empreiteira do País, por corrupção, lavagem de ativos, fraude a...
20/07/2015 - 14h31Erros grotescos na operação do suposto esquema de lavagem de dinheiro que envolveria os dois maiores fornecedores do Governo de Mato Grosso...
Numa das últimas conversas que tive com Ari Artuzi, ele já definhando pelo câncer, recebi uma das mais inusitadas propostas de minha trajetória como marqueteiro político bissexto. Jurando ser lenda ter enterrado em garrafas pets o dinheiro que seria fruto de corrupção que provocou sua prisão e renúncia, propôs uma recompensa com um depoimento histórico contando seu calvário, mas, com sua inquietude oceânica, adiantando o dado que talvez seja o mais intrigante de toda a Uragano, capaz até de, um futuro não muito distante, pôr fim a todo mistério que ainda envolve a operação policial que varreu do mapa toda uma geração política na terra de seu Marcelino.
Ligações no exterior tornam dois dos maiores fornecedores de Mato Grosso do Sul suspeitos de integrarem suposto esquema para lavar dinheiro em paraísos fiscais. João Amorim, proprietário da Proteco Construções Ltda. que foi detido durante a Operação Lama Asfáltica, e João Roberto Baird, proprietário da Itel Informática, mantêm em comum no currículo sociedade com Elza Cristina Araújo dos Santos e vínculos com uma empresa na Europa.
Diante dos movimentos pró-impeachment que ganharam força na oposição com o agravamento da crise política no governo, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (17), durante reunião presidencial da cúpula do Mercosul, que "não há espaço para aventuras antidemocráticas" na América do Sul.Segundo a presidente, a realização periódica de eleições nos países que compõem o bloco mostram a "capacidade de lidar com diferenças políticas" por meio do diálogo.