Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
"Errei, mas não roubei nem sou corrupto (o grifo é do blog). Posso não ser santo, mas não sou bandido". Do ainda senador Delcídio do Amaral, na entrevista exclusiva à Veja em que antecipa informações da segunda parte de sua delação premiada. Se a primeira parte dessa delação já abalou as estruturas do Planalto, a segunda é demolição na certa.
20/03/2016 - 08h53Durante meus 70 anos de observação da vida política brasileira, não me lembro de ter visto tanta gente nas ruas manifestando-se contra...
Com o retorno do federal Geraldo Resende ao ninho tucano o estadual Renato Câmara se abancou como candidato a prefeito pelo PMDB. Mas a matemática do grupo dos onze continua inalterada, já que Elízio Brites comunicou ontem à direção do PV sua desistência da peleia. "Não posso aceitar que uraganos como Bonato e outros continuem leiloando ou rifando o partido com a conivência dos dirigentes", disse, agora desiludido, o até então intimorato paraguaio.
Na semana em que a crise política atingiu a temperatura máxima e o processo de impeachment começou a tramitar na Câmara, o discurso do governo Dilma é o de que não há outra saída a não ser partir para a guerra. Nas palavras de um assessor presidencial, "agora, é matar ou morrer".
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou com ao Estado de São Paulo que a petista Dilma Rousseff precisa ser afastada da Presidência pelo Congresso. Segundo ele, essa é a única saída para as crises política e econômica. No início deste ano, FHC chegou a questionar a legitimidade do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), réu no Supremo Tribunal Federal, para conduzir o processo de afastamento. Mas, depois do último dia 13, quando milhões de brasileiros se uniram no maior protesto contra Dilma e o PT, ele afirma que a legitimidade do processo não vem do Congresso, mas das ruas. FHC diz que o PSDB deve contribuir com eventual governo do atual vice-presidente, Michel Temer (PMDB), com ou sem cargos na Esplanada dos Ministérios.
Lançada ontem em rega-bofe para poucos e bons como candidata do PR à sucessão de Murilo Zauith, a vereadora Délia Razuk já tem até slogan de campanha: "Sim, eu tenho uma esperança". Não se sabe quem é o marqueteiro, mas a ideia, já impressa em alguns adesivos, foi apresentada pela deputada Grazielle Machado, filha do cacique fátima-sulense Londres Machado, que sempre comandou o processo eleitoral em Dourados.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes suspendeu nesta sexta-feira (18) a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil do governo Dilma Rousseff. O governo avisou que recorrerá da decisão. Até uma decisão final do Supremo, Lula não poderá despachar como ministro.
A deputada Grazielle Machado está denunciando seu próprio partido, o PR, de homofobia, por ter sido impedida de filiar um vereador gay para disputar a prefeitura de Amambai. "O partido da República em Amambai não me representa", disse a pimpolha de Londres Machado no Facebook. Mal sabe ela que se seu companheiro fosse filiado e viesse a se eleger teria problemas para fazer parceria com o governador da "mudança de verdade", mas que não disfarça seu ranço homofóbico.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi avisado e deu aval para a divulgação das conversas telefônicas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de pedirem o fim do sigilo sobre a investigação do petista, segundo a Folha apurou junto a investigadores da Lava Jato.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou carta aberta nesta quinta-feira (17) em que afirma que a gravação e divulgação de conversas telefônicas suas com aliados violentaram a intimidade de sua família. No texto, Lula também se defende das críticas que recebeu depois que foram tornados públicos trechos em que afirma que o STF (Supremo Tribunal Federal) e o STJ (Superior Tribunal de Justiça) estão "acovardados". Na manhã desta quinta, o ministro do STF Celso de Mello disse que as conversas de Lula mostravam uma reação "torpe e indigna, típica de mentes autocráticas e arrogantes que não conseguem esconder o temor pela prevalência do império da lei". Sem citar o ministro, Lula disse na carta que não admite que conversas pessoais divulgadas "ilegalmente" sejam usadas para fazer julgamentos sobre seu caráter ou consideradas uma "ofensa pública".
O deputado Geraldo Resende retornou ontem ao PSDB com a garantia de que será o candidato dos tucanos à sucessão de Murilo Zauith. Precisa ver se é a mesma garantia que o governador-censor Reinaldo Azambuja deu dias atrás a Marçal Filho. Lembrando que este Azambuja é o mesmo que se elegeu prometendo a tal "mudança de verdade", mas que repete ipsis litteris o modus operandi de André Puccinelli, inclusive comprando deus e o mundo para se garantir no governo.
Antônio Palocci, Erenice Guerra, Aloízio Mercadante, Gleisi Hoffmann e, agora, Lula da Silva. Até parece uma triste sina. Tantos fichas sujas na chefia da Casa Civil da Presidência da República. Mas, cá entre nós, se Sérgio de Paula pode ser chefe da Casa Civil do governo da "mudança de verdade", em Mato Grosso do Sul, por que não Lula, lá?
"Dilminha, sobe!". A frase, dita em tom de piada, arrancava gargalhada de petistas que comemoravam o anúncio da ida de Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil quase cinco anos e três meses depois de deixar o posto de presidente.
No Palácio do Planalto, o gabinete que deverá ser ocupado pelo petista fica localizado no quarto andar, o último do prédio desenhado por Oscar Niemeyer. Já o da Presidência da República, onde despacha Dilma Rousseff, fica no terceiro.
16/03/2016 - 07h42Em "Batman, o Cavaleiro das Trevas", Coringa dialoga com um rival e diz: "Introduza um pouco de anarquia. Perturbe a ordem estabelecida...
Com o retorno ao ninho tucano previsto para amanhã do Geraldo Resende, tido como pomo da discórdia no PMDB, a vereadora Délia Razuk, que iria para o PR de Londres Machado, e o ex-deputado Marçal Filho, que foi para o PSDB, podem retornar. O deputado José Carlos Barbosinha, homem de confiança de André Puccinelli e candidato dos sonhos de seu colega Zé Teixeira, eminência parda do governo Azambuja em Dourados, seria outra alternativa peemedebista à sucessão de Murilo Zauith.
"Cadê o governo que se dizia republicano, que nada interferiria nas investigações? A gravação do Aloizio (Mercadante) confirma o que eles sempre negaram. Na minha delação fica claro que fui escalado, como líder do governo, pela Dilma e pelo Lula para barrar a Lava-Jato. O ministro Edinho Silva não sairá vivo deste processo. Ele arrecadava recursos ameaçando, na linha do 'ou está com a gente ou está contra". Delcídio do Amaral, agora há pouco, ao jornalista Lauro Jardim.
Na delação premiada homologada hoje Delcídio do Amaral entregou o "jogo combinado" entre o Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, o governador André Puccinelli e seu preposto Edson Giroto, para um "acordo ilícito" a fim de promover a descentralização de investimentos federais no Estado, facilitando a arrecadação de propinas. Isso explica a estratégia suicida de Puccinelli, facilitando as coisas para Delcídio, o que culminou com a eleição do azarão Reinaldo Azambuja.
15/03/2016 - 13h54O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) entregou gravações à PGR (Procuradoria Geral da República) de conversas de um de seus assessores com...
Déjà vu. Pode parecer esnobismo de um humilde escrevinhador do Jaguapiru, mas não encontro melhor palavra para definir o quadro da sucessão do prefeito Murilo Zauith. Primeiro, a soberba do peemedebista Braz Melo ao final de seu primeiro e popularíssimo mandato, o que fez a prefeitura cair no colo do "collorido" adversário Humberto Teixeira, que sequer candidato era. Depois, o governador, também pemedebista, André Puccinelli tripudiando sobre o "animal de pelo curto", como ele, preconceituosamente, chamava Ari Valdecir Artuzi, o que só ajudou a consolidar a condição do espevitado ex-caminhoneiro em fenômeno eleitoral e, com isso, entregando a prefeitura a ele de mão-beijada.