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quinta-feira, junho 25, 2026

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Não tão simples assim

"Não tenho essa intenção, não sei de onde vem saindo este tipo de comentário, estou muito bem no PMDB. Isso já faz parte de jogada política dos concorrentes, que buscam desestruturar pré-candidaturas". Palavras do deputado Geraldo Resende, a respeito da informação de que para ser apoiado pelo governador-censor Reinaldo Azambuja teria que migrar para o ninho tucano. Seria o caso de tirar satisfações o chefe da Casa Civil, Sérgio de Paula.

Simples assim

“O Zé vai me apoiar”, dizia Geraldo Resende ontem na Assomasul, depois de uma conversa pouco amistosa com o demo Zé Teixeira, ao que o homem forte de Azambuja em Dourados retrucou: “não apoio barbudo”, numa referência à rala barba que o peemedebista deixa crescer sempre que passa uns dias na paradisíaca Jericoacoara, no Ceará. Um tucano que presenciou a cena jura que viu Resende logo em seguida saindo de uma Conveniência na avenida Zahran com um pacote de Prestobarba na mão.

Só pensando no retorno, Azambuja tratora “adversários”

Antes que o leitor mais atento pergunte vou logo respondendo, e explicando, o porquê da palavra retorno não aparecer em itálico, como soer acontecer, principalmente nos títulos de alguns textos. Confesso que até me deu uns comichões, até porque indiretamente tudo o que aconteceu ontem na concorrida cerimônia de refiliação do deputado Beto Pereira ao PSDB, no plenário da Assomasul, em Campo Grande, aponta para o sentido do neologismo criado por este Blog no pós Uragano, mas contei até dez, já que a tesoura de Reinaldo Azambuja e de seu plenipotenciário chefe da Casa Civil Sérgio de Paula anda mais afiada do que a de Filinto Muller no auge da censura da ditadura de Getúlio Vargas.

Contrassenso

Ao justificar sua refiliação ao PSDB o deputado Beto Pereira disse ontem, em concorrida cerimônia na Assomasul, que o retorno ao ninho tucano é porque o PSDB é um partido que não tem dono. Pelo sim pelo não, Willans Araújo ilustrou o texto de sua “Conjuntura Online” com uma foto em que o pimpolho do outrora aguerrido deputado (depois senador) Valter Pereira aparece todo faceiro entre o secretário de Fazenda Márcio Monteiro e o governador-censor Reinaldo Azambuja.

Ajoelhou, tem que rezar!

O chefe da Casa Civil Sérgio de Paula conseguiu azedar os bofes do deputado Zé Teixeira ao vazar a informação de que falta só bater o martelo para oficializar do apoio do governo à candidatura a prefeito de Geraldo Resende. Num tête-à-tête hoje com Resende durante a filiação do colega Beto Pereira ao ninho tucano, Teixeira teria deixado claro que se quiser apoio, primeiro Resende tem que se entender ele depois fazer o mesmo que Pereira, ou seja, se filiar, também, ao PSDB.

Só por Deus

Aconteça o que acontecer, conchavos, acordos para o tal “blocão” (até porque é difícil encontrar algum candidato que não esteja sob a liderança de alguém que não tenha escorregado na lama asfáltica ou sujeito aos esguichos da Lava Jato), haverá, sim, disputa, e da boa, na eleição deste para a prefeitura de Dourados. Pelo menos dois postulantes garantem que só Deus para tirá-los do páreo – a vereadora Délia Razuk e o faz-de-tudo de Murilo Zauith, Wanderley Carneiro.

E daí?

Coordenado ou ordenado por alguém, que seria da tropa de choque da Lava Jato, e não apenas ideia do filho de seu amigo e comparsa Nestor Cerveró, o que isso muda no escandaloso flagrante que levou o senador Delcídio do Amaral ao xilindró? Pior, no que essa possível irregularidade na coleta de provas ameniza as gravíssimas acusações de que estava tudo acertado com ministros do STF para que aliviassem a situação dos ladrões do Petrolão?

Abraço de afogados

Só mesmo a possibilidade de um escorregão, que pode ser fatal, na lama asfáltica espalhada em Campo Grande pela empreiteira do cunhado “cheio de charme” João Amorim para justificar um retorno de Nelsinho Trad aos braços de André Puccinelli. Como prefeito da capital, o agora petebista foi sempre humilhado pelo então governador. Como candidato a sucessor do “chefe”, foi traído por Puccinelli, que por baixo dos panos, direcionou votos para o agora presidiário Delcídio Amaral.

Retorno, ops!, apoio garantido

Está tudo acertado, só faltando bater o martelo para que o governador-censor Reinaldo Azambuja anuncie, oficialmente, seu apoio à candidatura de Geraldo Resende à prefeitura de Dourados. Quem conduz as negociações é o plenipotenciário chefe da Casa Civil, Sérgio de Paula, cujo chefe de gabinete Flávio Brito é o braço direito do deputado peemedebista. Aliados de primeira hora como o demo Zé Teixeira, o tucano Marçal Filho e afins vão continuar chupando o dedo.

E o fio do bigode?

“Parece que alguém anda duvidando do peso da assinatura do chefe maior”. Alfinetada da “Felpuda” do Correio do Estado de hoje no governador-censor Reinaldo Azambuja, a propósito do atraso na liberação da verba para o carnaval corumbaense. Não só do peso da assinatura, como da palavra. Deputados principalmente, a quem o governador promete, passa ordens, mas que não são cumpridas pelo segundo escalão.

Eleição municipal vai depender da Lama Asfáltica e da Lava Jato

O PMDB com seus candidatos a prefeito saindo pelo ladrão, tanto que a cada dia aparece um novo tertius (o último deles, o vice-prefeito Odilon Azambuja); o demo Zé Teixeira, sempre sem-votos (para este tipo de empreitada), com a velha ladainha do “Blocão”, com a costumeira arrogância de não abrir mão de comandar o processo, alimentando o sonho de outro sem-votos (José Carlos Barbosinha), mas já apartando quantas boiadas forem necessárias, na torcida de que seja ele próprio o ungido para enfrentar meia dúzia de nanicos que se se cotizarem talvez consigam umas ninharias para pagarem (não mais) que os famigerados santinhos; Murilo Zauith, o homem da “máquina”, de braços cruzados, esperando passar a procissão, mesmo assim só para carregar um pouquinho o andor como forma de penitência por não ter conseguido transformar as avenidas centrais no tão sonhado tapete betuminoso, até para não derrapar, também, na escorregadia lama asfáltica.

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Haja gardenal!

Aqui se faz, aqui se paga. O ex-governador André Puccinelli judiou tanto de Ari Artuzi com a história de que o ex-prefeito uragânico tomava gardenal estragado que agora pode ser ele a precisar reforçar a dose, senão deste medicamento, indicado para quem tem problemas mentais, de algum ansiolítico porreta. Principalmente se seu lugar-tenente Edson Giroto e o empresário João Amorim voltarem ao xilindró nas próximas horas, conforme expectativa nos meios forenses.

“Blocão” dos sem-votos

Essa história de “blocão”, ou seja, uma vã tentativa de lançamento de chapa de consenso – pelo menos entre os partidos em condições de disputa – para a prefeitura de Dourados só pode ser coisa dos eternos sem-votos, mas sempre muito endinheirados, que insistem em pôr um capataz para administrar a cidade como se fossem suas fazendas. Além do que, antidemocrático, como é próprio onde impera o poder dos botinudos da política. Vou destrinchar o assunto, aqui no Blog, na semana que vem.

A corrupção escancarada

“Com a ascensão do PSDB ao poder e como detentor da máquina (o grifo é do blog), todos vislumbram contar com o apoio de Azambuja para vencer as eleições”. Pode parecer óbvia, até pelo tom informativo e sem a pretensão de entrar no mérito da intrincada questão, a colocação de Zana Zaidan, na página política do Correio do Estado da última segunda-feira, mas não deixando de escancarar a desfaçatez a que chegou, com raríssimas e honrosas exceções, a classe política estadual.

Os excluídos

Só para não perder a piada do texto anterior, nem foi preciso baixar o espírito do capitão Nascimento, de Vagner Moura, em “Tropa de Elite”, pedindo para Dilma sair. Tanto ela como como o capo Lula ficarão de fora das inserções do PT na TV a partir de fevereiro. Quem pediu para que saíssem? O próprio partido, que diz ter decidido priorizar a defesa da imagem da sigla, abalada pelos escândalos do mensalão e do petrolão.

Pede pra sair!

A presidente Dilma Rousseff mandou seu chefe da Casa Civil, Jacques Vagner, convidar o ator global Wagner Moura para compor seu Conselhão político, provavelmente em lugar do pecuarista José Carlos Bumlai, preso da Lava Jato. Até aí tudo bem. O problema é se já na primeira reunião do grupo, no final do mês, baixe o espírito do capitão Nascimento, personagem de Moura em Tropa de Elite, com seu bordão, quando na presença de um combatente fraco, e grite: Pede pra sair, Dilma!

Dilema tucano

Não bastassem os indesatáveis nós que o prendem aos ex-gerentes de banco Ivanildo Miranda e Sérgio de Paula, que podem levá-lo a cair na vala comum da lama asfáltica, onde adversários estão sendo enterrados pela força da lava jato, falta ao governador-censor Reinaldo Azambuja tucanos com maior envergadura para competirem este ano nas eleições municipais dos principais redutos eleitorais, como Campo Grande e Dourados. É que sem essa base de apoio babau retorno, em 2018.

Mudança de mentirinha

Azarão, Reinaldo Azambuja virou governador pela combinação de vários fatores, como a desgraceira que já se abatia sobre o adversário e franco favorito, Delcídio do Amaral, e o acerto do marketing na promessa da tal “mudança de verdade”, embalada pelo “agora vaaaaai”. Passado o primeiro ano, somados, os índices de bom e ótimo sequer chegam perto dos 50%. Por isso, o governador tirou férias, para refrescar a cuca e, no retorno, ops!, dar uma chacoalhada geral.

Batendo em retirada

Tecnicamente a propaganda do governo tucano é quase perfeita. Mas de que adianta, se as intenções mostradas exaustivamente, principalmente na tela da TV, à custa de milhões que poderiam ser melhor empregados em ações, efetivas, como na tal caravana da saúde, não se convertem em resultados práticos? E a popularidade do governo óh... como diria Chico Anísio juntando o polegar com o fura-bolo. Por isso, os comunicólogos importados já estariam batendo em retirada.
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