Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
O suplente de Delcídio do Amaral, professor e economista Pedro Chaves, que assume o Senado na terça-feira, "sartou de banda" hoje quando apertado por Ginez Cesar, no "Bom dia MS", sobre suas relações com seu consogro José Carlos ‘amigo do Lula’ Bumlai. "Só nos encontramos em festas, nada de relacionamento íntimo em termos de negócios", lembrando que Bumlai é pecuarista, ele homem das humanas, um professor.
O Senado decidiu afastar do cargo a presidente Dilma Rousseff (PT), 68. É a segunda chefe de Estado a enfrentar formalmente um processo de impeachment desde a redemocratização, 24 anos após Fernando Collor. O vice Michel Temer (PMDB), 75, deve assumir seu lugar interinamente nesta quinta (12). Será a 41ª pessoa a ocupar o cargo de presidente da República.
A presidente Dilma Rousseff decidiu fazer um pronunciamento público na manhã desta quinta-feira (12) como último ato antes de seu afastamento do cargo por até 180 dias. Segundo assessores, o formato será uma declaração à imprensa marcada para as 10h no segundo andar do Palácio do Planalto. Depois disso, o vídeo que a presidente gravou na tarde desta quarta-feira (11) deve ser divulgado nas redes sociais.
Logo após a cassação do seu mandato pelo plenário do Senado, Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) acusou o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de "gangsterismo" por ele ter acelerado a votação que levou à perda de seu cargo – para que ela não acontecesse após a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, marcada para esta quarta (11).
Por 74 votos a favor, nenhum contra e uma abstenção, o plenário do Senado cassou nesta terça-feira (10) o mandato do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) por quebra de decoro parlamentar. O mandato dele se encerraria somente em 2018.
Uma das novas fases da Lava Jato deve retornar a Dourados (já contemplada no escândalo por conta das negociatas de José Carlos ‘amigo do Lula’ Bumlai, da São Fernando) agora abrangendo outro braço da bandidagem por conta de negócios pra lá de rentáveis de novos-ricos amigos de Delcídio do Amaral, de Vander Loubet e de Zeca do PT, este, tido como um dos sócios do sempre explosivo empreendimento. Típico tiro no pé, de arma de grosso e famoso calibre.
"Eu não roubei, não desviei dinheiro, não tenho conta no exterior". Em seu último suspiro como senador, Delcídio do Amaral Gomes ainda tentou se safar, mas abusando, como sempre, do cinismo. Tchau, lindão!
Começando lá atrás com a Uragano, que certamente terá seus ecos mais fortes nas eleições vindouras, passando pelo mensalão e pelo petrolão, principalmente depois da explosiva delação do companheiro Delcídio do Amaral; lama asfáltica, coffee break... quem tem companheiros como Lula, Delcídio, Eduardo Cunha, Girotto, Zé Teixeira, Puccinelli e que pretende ser candidato em novembro, bom começar a repensar suas estratégias.
Perguntar não ofende: na véspera da deposição do lulopetismo do comando do governo brasileiro, será que a operação "Fazendas de Lama" da Polícia Federal (até amanhã sob o comando de José Eduardo Cardozo) não seria uma desforra da fada-madrinha Dilma Rousseff pra cima do até então protegido André Puccinelli? Quem mandou o italiano ficar posando de papagaio de pirata, todo faceiro, no dia do impeachment!
Operação da Polícia Federal (PF) cumpriu mandado de busca e apreensão no apartamento do ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), no início da manhã desta terça-feira (10). Policiais ficaram no imóvel, localizado no Jardim dos Estados, bairro nobre de Campo Grande, por aproximadamente duas horas e saíram de lá com malotes. Ao G1, a assessoria de imprensa do ex-governador informou que a assessoria jurídica está tomando ciência do teor da investigação e só depois disso será feito pronunciamento sobre a situação.
... o trabalho da Polícia Federal, segurei a informação. Mas deixei os colegas de Campo Grande de sobreaviso. Em dois zap-zaps, logo de manhã: "Parece que vão prender gente grande aí amanhã cedo", bati para um colega da imprensa escrita. E, para um da televisada, com mais detalhes: "tropa especial da PF desembarcando hoje em Campo Grande. Peixe grande caindo na rede". É assim que funciona a coisa. Agora é só esperar os escorregões de hoje na lama asfáltica.
Não satisfeito em chafurdar também o Mato Grosso do Sul no mar de lama do desgoverno petista, vem agora o senador que era o orgulho da companheirada e joga uma pá de cal na própria biografia. Delcídio do Amaral, que sempre roncou grosso por condição de engenheiro-barrageiro, o gestor, grande negociador, confessa, no último ato, que não passa de um pau-mandado. Pior, de Lula, o chefe de quadrilha, e de Dilma Rousseff, com ele no cadafalso.
Em sessão que ouviu o senador Delcídio Amaral (sem partido - MS) nesta segunda-feira, 9, senadores tucanos tentaram bancar a tese da defesa, que pedia a suspensão do processo de cassação do ex-líder do governo mas, em rara reunião realizada no plenário do Senado, a Comissão de Constituição (CCJ) da Casa aprovou o aval ao prosseguimento do processo de cassação do senador. Com isso, mantém-se a previsão original feita pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de se votar o pedido de perda de mandato do ex-líder do governo no Senado pelo plenário nesta terça-feira, 10, um dia antes da votação do afastamento da presidente Dilma Rousseff.
A cara cansada, abatida e triste não condiz com o comportamento de Dilma Rousseff nos últimos dias antes da votação do Senado, que ela mesma tem convicção de que significará seu afastamento da Presidência da República. Como forma de combate a esse sentimento de derrota que ela não aceita incorporar, Dilma tem preenchido os dias com muito trabalho. Nos últimos seis dias, viajou para quatro cidades e comandou dez eventos, dentro e fora do Palácio do Planalto, quando aproveitou para encampar mais uma vez seu discurso de que é vítima de uma injustiça, de que há um golpe em curso e de que vai resistir e lutar por seu mandato até o fim.
Colegas da Comissão de Constituição e Justiça fizeram apenas uma deferência a Delcídio do Amaral, ex-todo-poderoso líder petista no Senado, para que ele dê suas explicações, hoje, antes que seu processo vá a plenário, para a votação de cassação do mandato. Uma espécie de agradecimento pelos grandes serviços prestados pelo pantaneiro em sua delação premiada, e uma oportunidade para as despedidas. Até porque o rito na CCJ é sumaríssimo, só para checar os pingos nos is.
Nas últimas trocas de Ministro da Agricultura do governo petista o nome do senador Waldemir Moka sempre esteve como o segundo da lista. Agora, com o companheiro peemedebista Michel Temer, nem isto. O "mato-grossense" Blairo Maggi (PR) se antecipou e anunciou que desta vez a bola está com ele. Enquanto isso, o "grande" líder André Puccinelli parece se contentar com umas merrecas de carguinhos de segundo escalão no governo de transição.
Na hipótese de a mineira Dilma Rousseff ser cassada em julgamento no Senado e Michel Temer ser empossado, o Brasil veria algo que não ocorre há 110 anos: um presidente paulista. Nascido em Tietê, o vice será, em caso de saída definitiva da petista, o primeiro titular paulista da Presidência da República desde Francisco de Paula Rodrigues Alves, um natural de Guaratinguetá que governou o Brasil de 1902 a 1906.
A comissão especial do impeachment no Senado aprovou na sessão desta sexta-feira a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff pelo placar de 15 votos a 5. O parecer agora segue ao plenário e deve ir a voto na próxima quarta-feira, dia 11. A votação foi realizada por meio do painel eletrônico e aconteceu após o encaminhamento dos líderes dos partidos, que tiveram o direito de discursar por cinco minutos cada. Se o plenário do Senado seguir a comissão, Dilma ficará afastada do cargo por até 180 dias para o julgamento.